INTRÓITO

Subverter, Exorcizar, Viver, Beijar, Amar, Odiar, Saber, Piratear, Analisar, Mover, Parar, Rejuvenescer, Envelhecer... Tudo isso e nada. Petit Subversion é só um diário de alguém comum - de Anatólia... um fantasma.
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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Virginia Woolf & Vita Sackville-West

"E Vita vem almoçar amanhã, o que será muito divertido e agradável.
Minhas relações com ela me divertem: tão ardente em janeiro - agora, como será? Também gosto da sua presença e beleza. Estarei apaixonada por ela? Mas o que é o amor? O fato de ela estar "apaixonada" por mim (deve ser assim entre aspas) me excita, e lisonjeia, e interessa. O que é esse "amor"? Ah, e depois ela gratifica minha eterna curiosidade: quem ela viu, o que fez - pois não tenho alta opinião sobre a poesia dela. "
(1924?) - Diário de Virginia.

- Virginia Woolf uma Biografia - 1882-1941 - Quentin Bell

sábado, 12 de abril de 2008

Carta de Violet Trefusis para Vita Sacckville-West

30 de junho de 1918

Men tilich, foi um inferno me separar de você hoje. Deus, como adoro e desejo você. Não imagina quanto... A noite passada foi perfeita... Estou orgulhosa de você, minha doçura, delicio-me em sua beleza, sua beleza de forma e de traços. Exulto com minha rendição, hoje, embora nem sempre isso tenha ocorrido. Querida, se seu romence tivesse sido escrito em francês, inevitavelmente teria sido batizado de “Domptée” (Dominado, isto é, subjugado).
Mitya, sinto tanto a sua falta – não me importo com o que eu digo – Adoro pertencer a você – regozijo-me de que apenas você ... tenha feito com que eu me submetesse às suas vontades, destroçasse minha autopossessão, me espoliasse de meu mistério, me tornasse sua, sua, de tal forma que longe de você nada sou senão uma boneca inútil! Uma casca vazia. Alushka precisa não se envergonhar de ser a amante de Dmitri... pelo contrário!...
Por que eu me preocupo com o que lhe digo? Se fiz algo, foi acrescentar algumas “cortinas” às minhas maneiras em benefício das outras pessoas, mas para você não há cortinas, nem mesmo as mais leves! Exulto ao saber como temos pouco em comum com o mundo...

Sua Lushka

QUEIME ESTA! Prometa.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Bellicu Et Bellu


Fanny e Emma,
quando moças fabricavam armas bélicas
numa fábrica da Alemanha e outra na Bélgica.
Em casa, lavavam roupa.
Emma tinha um filho – todos os dias fazia seu banho.
Elas faziam sexo sem amor com seus maridos.
Fanny veio para a Alemanha e conheceu Emma...
Uma loura muito bela.
Em punho de um rifle, ficava lubricamente bélica.
Uma destas moças beijou a outra moça – na boca.
A ânsia muda envolveu seus corpos.
Emma apaixonou-se pelos seios da outra – eram
pomos tão bem desenhados que pareciam granadas
prontas para explodir em luxúria leitosa,
amamentando os lábios da boca – os bicos
encaixando-se no bico da boca.
Percebe que armas poderosas?
O marido de uma das moças bateu na pobre...
No outro dia ela foi à fábrica,
pegou um martelo e uma bala tão pesada e
grossa como suas duas coxas juntas...
Ascendeu um cigarro e bateu – bem na ponta.
Ouviu-se um ruído no quarteirão – bombástico...
Belas armas fabricam as mulheres.
Belas mulheres fabricam uma guerra.

Fanny e Emma desencadearam a Segunda Guerra.


K. Líope – 2003 ?