
“(...) O registro que em breve vai ter que começar é escrito sob o patrocínio do refrigerante mais popular do mundo e que nem por isso me paga nada, refrigerante esse espalhado por todos os países. Aliás foi ele quem patrocinou o último terremoto em Guatemala. Apesar de ter gosto do cheiro de esmalte de unhas, de sabão Aristolino e plástico mastigado. Tudo isso não impede que todos o amem com servilidade e subserviência. Também porque – e vou dizer agora uma coisa difícil que só eu entendo – porque essa bebida que tem coca é hoje. Ela é um meio da pessoa atualizar-se e pisar na hora presente”.
(Clarice Lispector – A Hora da Estrela)
“Como é mesmo o nome daquele refrigerante preto? Você pode esquecer tudo, o nome do seu amigo, o dia do aniversário de sua mãe, o dia em que você nasceu. Mas o nome daquele refrigerante preto você não esquece!”
(Clarice Lispector – A Hora da Estrela)
“Como é mesmo o nome daquele refrigerante preto? Você pode esquecer tudo, o nome do seu amigo, o dia do aniversário de sua mãe, o dia em que você nasceu. Mas o nome daquele refrigerante preto você não esquece!”